Prazo para opção de empresas do Simples Nacional no IBS e CBS do novo sistema tributário vence em 30 de outubro

Pequenas agroindústrias, prestadores de serviços e fornecedores do agronegócio precisam realizar planejamento financeiro para decidir entre o recolhimento unificado ou o regime de créditos

O dia 30 de outubro marca uma data decisiva para as empresas optantes pelo Simples Nacional. É o prazo final para que os contribuintes desse regime definam de que forma farão o recolhimento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novos tributos introduzidos pela Reforma Tributária.

Os empresários deverão optar por continuar pagando os novos impostos inseridos diretamente na guia unificada do Simples Nacional — modelo similar ao que ocorre atualmente com o ICMS e o ISS — ou recolher o IBS e a CBS como contribuintes apartados (por fora da guia do Simples).

Entenda a Diferença Entre as Opções

A escolha entre os dois modelos de recolhimento impacta diretamente na concessão e aproveitamento de créditos tributários ao longo da cadeia produtiva:

Recolhimento Unificado (Na guia do Simples): A empresa mantém a praticidade de recolher todos os impostos em uma única guia, mas não gera direito a créditos tributários para os seus clientes compradores.

Recolhimento Apartado (Por fora do Simples): A empresa recolhe o IBS e a CBS separadamente, o que permite a geração de créditos tributários integrais para os compradores das suas mercadorias ou serviços.

Quem Será Mais Impactado?

A regra não se aplica indistintamente a todos os produtores rurais, mesmo aqueles com faturamento anual superior a R$ 3,6 milhões que sejam contribuintes. A data limite de 30 de outubro é voltada estritamente às empresas optantes pelo Simples Nacional.

Entre os setores do Simples que sentirão maior impacto e precisam tomar uma decisão fundamentada estão:

Pequenas agroindústrias;

Prestadores de serviços diversos;

Empresas que realizam vendas diretas para o agronegócio e para outras empresas (B2B).

Planejamento Financeiro Evita Prejuízos

Especialistas alertam para a importância de não deixar a escolha para a última hora. A decisão deve ser precedida por um estudo minucioso que mensure o volume de créditos a que a empresa teria direito e a exigência de mercado por parte dos seus clientes.

A análise correta das informações financeiras e tributárias antes do encerramento do prazo será o fator determinante para definir o impacto econômico no negócio, podendo significar a diferença entre ter lucro ou prejuízo na atividade nos próximos anos.

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