A Polícia Militar de Mato Grosso formou 19 policiais no 4º Curso de Especialização em Controle de Distúrbios Civis, promovido pelo Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), em Cuiabá. A solenidade ocorreu na quarta-feira (14), conforme informações divulgadas pela corporação, e reuniu profissionais da Polícia Militar, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e de forças de segurança de Rondônia.
A capacitação teve duração de 48 dias e preparou os participantes para atuar em ocorrências complexas que exigem técnicas específicas de controle de distúrbios, gerenciamento de crises e preservação da ordem pública. Entre as situações previstas estão rebeliões em unidades prisionais, grandes eventos esportivos e manifestações sociais com episódios de desordem.
Formação especializada da Rotam
Durante a cerimônia, a secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho, destacou as exigências físicas e psicológicas da atuação na Rotam. Ela também recordou seu ingresso na unidade, em 2016, e ressaltou a importância de receber profissionais de outras instituições e estados nos cursos oferecidos pela Polícia Militar.
Segundo a secretária, a formação integra os investimentos estaduais voltados ao fortalecimento das forças de segurança. Ela relacionou a iniciativa ao programa Tolerância Zero às Facções Criminosas, que reúne estratégias de enfrentamento à criminalidade e de preservação da ordem pública.
Na avaliação de Susane, os investimentos em capacitação, estrutura e recursos operacionais contribuem para preparar os policiais para as demandas da segurança pública. A participação de agentes de outras instituições também amplia o intercâmbio de conhecimentos entre as equipes.
O que os policiais aprenderam
O curso de controle de distúrbios civis abordou conteúdos operacionais, legais e humanitários. A preparação incluiu conhecimentos sobre direitos humanos, uso progressivo da força, primeiros socorros, legislação, treinamento físico e técnicas de atuação em situações de crise.
Os participantes também receberam instruções sobre tiro policial, material bélico, controle de fogo e procedimentos táticos para o controle de distúrbios. A proposta é habilitar os profissionais para executar e liderar ações que exijam planejamento, disciplina e coordenação.
O uso progressivo da força é um dos temas relevantes dessa formação. Na atividade policial, a intervenção deve observar a legislação aplicável, a necessidade da ação e os princípios de proporcionalidade, além de respeitar os direitos fundamentais das pessoas envolvidas.
O preparo para ocorrências coletivas também exige avaliação de riscos, organização das equipes e atenção à integridade de policiais e civis. Em situações como manifestações e eventos de grande porte, esses fatores são importantes para orientar a resposta operacional.
Comando destaca preparo operacional
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, afirmou que a especialização contribui para uma atuação mais técnica e eficiente diante dos desafios da segurança pública.
Segundo o comandante, a presença de integrantes de outras forças de segurança demonstra o intercâmbio institucional promovido pela corporação. Ele também destacou que a formação amplia a preparação da tropa para ocorrências de maior complexidade, com disciplina, estratégia e responsabilidade.
O comandante da Rotam, tenente-coronel Fábio Alves Ribeiro, parabenizou os concluintes e mencionou as dificuldades enfrentadas ao longo das mais de seis semanas de treinamento. Ele destacou o afastamento do convívio familiar, a resistência à fadiga e a superação de desafios físicos e pessoais durante o período de especialização.
Com a conclusão do curso, os 19 participantes passam a contar com a habilitação prevista na formação para atuar em operações de controle de distúrbios civis, conforme os requisitos do treinamento.
Capacitação e segurança pública
A formação de equipes especializadas é uma das medidas usadas pelas instituições de segurança para preparar agentes para situações que exigem procedimentos distintos do patrulhamento cotidiano. O treinamento técnico, aliado ao conhecimento da legislação e aos protocolos de uso da força, busca orientar intervenções compatíveis com a complexidade de cada ocorrência.
No caso da Rotam, a especialização também reúne profissionais de diferentes órgãos e unidades federativas. Esse intercâmbio permite compartilhar experiências e conhecimentos operacionais, embora os resultados práticos da capacitação dependam da aplicação dos protocolos e da atuação das equipes em cada situação.
Para acompanhar outras informações sobre segurança pública e ações das forças estaduais, consulte os comunicados oficiais da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Segurança Pública.
Reportagem baseada em informações divulgadas pela Polícia Militar de Mato Grosso e em declarações de representantes da Secretaria de Estado de Segurança Pública e do comando da corporação. Não foram acrescentados dados independentes sobre os resultados operacionais do curso.
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