O interesse pela cultura sul-coreana, impulsionado pela música, pelas séries e pelos cuidados com a pele, ganhou uma nova oportunidade de aprendizado no Brasil. A plataforma MEC Idiomas passou a oferecer um curso gratuito de coreano, com aulas e atividades interativas para quem deseja aprender o idioma.
Disponível em portal e aplicativo, o serviço do Ministério da Educação (MEC) já oferecia cursos gratuitos de inglês e espanhol. A nova opção inclui exercícios de escrita e pronúncia, atividades de conversação e aulas em vídeo, com conteúdos organizados para facilitar o avanço gradual dos estudantes.
A plataforma reúne aproximadamente 800 aulas. Cada idioma disponível — inglês, espanhol e coreano — conta com seis níveis de aprendizagem, do A1 ao C2. Cada nível possui de quatro a seis módulos, com 10 a 15 aulas por módulo.
Curso de coreano ensina o alfabeto hangul
Uma das novidades é o ensino do hangul, sistema de escrita oficial da língua coreana. O coreano é o primeiro idioma da plataforma que utiliza um sistema de escrita diferente do alfabeto latino.
O hangul possui 24 letras básicas, sendo 14 consoantes e dez vogais. A combinação desses caracteres forma blocos que representam sílabas. Para facilitar a familiarização com o sistema, a plataforma disponibiliza uma aba chamada Letras.
Nesse espaço, os estudantes podem ouvir o som de cada caractere, consultar sua romanização — representação da pronúncia com letras latinas — e acompanhar o próprio progresso. Um guia apresenta o alfabeto passo a passo, enquanto os exercícios de escrita orientam os movimentos necessários para formar as letras e fornecem retorno imediato sobre as atividades.
Exercícios ajudam a relacionar sons e letras
O curso também inclui atividades para desenvolver a capacidade de reconhecer os sons da língua coreana. Em um dos exercícios, o usuário ouve um áudio e identifica a letra correspondente. Em outra atividade, observa um caractere na tela e seleciona o som adequado entre as opções disponíveis.
Esses recursos podem ser acessados tanto na aba Letras quanto durante as aulas do idioma, permitindo que o estudante pratique a escrita e a pronúncia ao longo do aprendizado.
Atividades simulam conversas do cotidiano
Além do estudo do alfabeto, o curso oferece exercícios voltados à comunicação em situações do dia a dia. As atividades apresentam diálogos nos quais o estudante precisa escolher a resposta mais apropriada para cada contexto.
As alternativas exibem a escrita em coreano e a respectiva pronúncia. Após a escolha, o sistema explica por que determinada resposta é adequada à conversa, ajudando o usuário a compreender o emprego das expressões.
Outro recurso é a prática oral. Os diálogos apresentam áudio, pronúncia e significado de cada fala. O estudante pode ouvir uma frase, acompanhar sua pronúncia e repeti-la em voz alta utilizando o microfone do dispositivo. Quem não puder falar durante a atividade também pode continuar a aula sem realizar o exercício oral.
Aulas em vídeo e ferramentas de aprendizagem
As aulas em vídeo apresentam expressões em coreano acompanhadas da romanização e da tradução para o português. A narração explica como as expressões são utilizadas, e o usuário pode ativar ou desativar as legendas conforme sua preferência.
O MEC Idiomas também oferece ferramentas para apoiar o estudo, como teste de proficiência, trilha de aprendizagem com aulas e reforço, avaliações ao final dos módulos e recursos para prática da fala. A plataforma conta ainda com um agente de inteligência artificial que auxilia na resolução de dúvidas e na prática de conversação.
Plataforma já tem mais de 774 mil matrículas
Segundo o Ministério da Educação, o MEC Idiomas contabiliza mais de 774 mil matrículas ativas nos cursos de inglês e espanhol. A maior parte está concentrada no idioma inglês, com 581.705 matrículas, o equivalente a 75,1% do total informado.
O curso de espanhol reúne 192.996 matrículas, correspondentes a 24,9%. Os dados também indicam a participação expressiva de adultos jovens: pessoas de 18 a 34 anos representam 60,5% das matrículas, com maior concentração entre os estudantes de 25 a 34 anos.
As informações foram fornecidas pelo Ministério da Educação e divulgadas pela Agência Brasil.
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