Exportação de carne bovina de Mato Grosso cai em julho com esgotamento da cota de importação da China

Mato Grosso exportou 81,92 mil toneladas de carne bovina em julho, com forte queda nas compras da China após o fim da cota anual.

As exportações de carne bovina de Mato Grosso registraram uma queda de 7,71% no mês de julho, conforme apontam os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). No período, o estado embarcou 81,92 mil toneladas em equivalente carcaça, volume inferior ao contabilizado tanto em junho quanto em julho de 2024.

O principal fator determinante para a retração no volume exportado foi a forte redução nas compras por parte da China, que se mantém como o maior mercado consumidor da proteína animal mato-grossense. Em julho, o país asiático importou 32,91 mil toneladas, o que representa um recuo expressivo de 35,34% em relação a junho e de 38,58% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Esgotamento da cota chinesa

De acordo com a análise divulgada pelo Imea, a queda nos embarques para o mercado chinês ocorreu devido ao esgotamento da cota anual de importação estabelecida pelo país. Com o limite atingido, apenas as cargas que já haviam sido negociadas previamente puderam ser despachadas ao longo do mês.

Apesar do impacto negativo gerado pela China, o desempenho de outros parceiros comerciais ajudou a amortecer a queda geral das exportações estaduais. Na comparação com o mês anterior, os embarques registraram altas expressivas para o Chile (37,53%), Estados Unidos (66,65%), México (30,66%) e Rússia (24,20%). Destaque especial para a Espanha, que apresentou o maior avanço porcentual entre os mercados citados, com um salto de 172,04% nas aquisições.

Perspectivas para o setor

Para os próximos meses, o Imea projeta que os efeitos da ausência da cota chinesa continuem pressionando os volumes exportados, mantendo uma tendência de baixa. Contudo, a expectativa do setor é de que o fluxo de embarques para a China retome o crescimento a partir de novembro de 2026, período em que novas negociações passam a ser contabilizadas no teto de importação referente ao ano seguinte.

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