Preço da mandioca sobe com chuvas e demanda industrial aquecida

Colheita dificultada pelas condições climáticas e procura por matéria-prima sustentam a valorização da raiz; média semanal atingiu o maior nível nominal desde fevereiro de 2025, segundo o Cepea.

Os preços da mandioca seguem em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A valorização é sustentada pela oferta da raiz abaixo da demanda industrial, cenário agravado pelas chuvas, que dificultam os trabalhos de colheita.

Segundo pesquisadores do Cepea, a procura por matéria-prima permanece aquecida, especialmente no Paraná. Com a disponibilidade limitada diante da necessidade das indústrias, os preços avançaram na maioria das regiões monitoradas nos últimos dias.

Preço da mandioca atinge maior patamar desde 2025

A valorização levou a média nominal dos preços da mandioca, na semana passada, ao maior patamar desde fevereiro de 2025, conforme levantamento do Cepea.

Considerando os valores reais, corrigidos pela inflação com base no Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), a média semanal alcançou o nível mais elevado desde novembro de 2025.

O resultado reforça o movimento de valorização da raiz em um mercado marcado pela restrição da oferta e pela demanda industrial aquecida.

Chuvas dificultam a colheita e limitam a oferta

As condições climáticas continuam no radar dos agentes do setor. As chuvas têm dificultado o avanço da colheita e contribuído para limitar a disponibilidade de mandioca no mercado.

Enquanto a oferta permanece restrita, a indústria segue demandando matéria-prima, especialmente no Paraná. Esse desequilíbrio entre disponibilidade e procura mantém a pressão sobre as cotações da raiz.

O comportamento dos preços nos próximos períodos dependerá, entre outros fatores, das condições climáticas e do ritmo de colheita nas principais regiões produtoras.

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