Dia Nacional do Campo Limpo: Lucas do Rio Verde celebra liderança e sustentabilidade na logística reversa de embalagens

Com adesão próxima de 100% no município, data destaca a união entre produtores, indústrias e órgãos públicos na preservação ambiental e na conscientização de novas gerações.

O Brasil celebra neste 18 de agosto de 2026 o Dia Nacional do Campo Limpo, data instituída pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) e oficialmente integrada ao Calendário Nacional desde 2008. A celebração destaca a consolidação do país como referência mundial na logística reversa e destinação correta de embalagens vazias de defensivos agrícolas.

Em Lucas do Rio Verde (MT), o marco é celebrado pelo ecossistema que reúne a Fundação Rio Verde, a Associação dos Revendedores de Defensivos Agrícolas do Médio Norte (Searpa) e o inpEV.

Segundo Rangel Portela, coordenador da Central de Recebimentos de Embalagens da Fundação Rio Verde, o sucesso do sistema reflete a maturidade e a responsabilidade socioambiental do produtor rural brasileiro.

Conscientização escolar e homenagens no campo

Para a edição de 2026, a programação local aposta no fortalecimento da conscientização da comunidade e na educação de crianças. Em vez de concentrar as atividades na unidade de recebimento, a equipe realizou ações diretas na rede de ensino.

Ações nas escolas: Em parceria com as Secretarias Municipais de Meio Ambiente e de Educação, duas escolas locais recebem palestras e orientações sobre sustentabilidade e destinação de resíduos.

Reconhecimento aos produtores: A programação conta com a entrega de troféus e homenagens aos agricultores regionais que se destacaram pelo cumprimento exemplar das rotinas de devolução.

As iniciativas locais acompanham o movimento nacional promovido pelo inpEV, que mobiliza anualmente mais de 100 municípios com eventos comunitários, palestras e concursos escolares. Em 2025, as ações presenciais do projeto alcançaram mais de 35 mil pessoas em todo o país.

O fluxo da reciclagem: Como funciona o processo

A legislação determina um fluxo rigoroso para a devolução e o descarte correto do material:

  1. Compra e Receituário: No ato da aquisição dos insumos, o produtor recebe a prescrição via receituário agronômico.
  2. Tríplice Lavagem e Inutilização: Após a aplicação no campo com uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a embalagem passa pelo processo de tríplice lavagem e é perfurada no fundo para evitar o reuso.
  3. Armazenamento e Agendamento: O material é guardado na propriedade em local coberto e autorizado até o agendamento da entrega.
  4. Devolução: O produtor realiza a entrega no centro de recebimento em um prazo de até um ano após a compra.

Força regional e impacto ambiental

A central instalada em Lucas do Rio Verde atende também a municípios vizinhos, como Tapurah, Itanhangá, Ipiranga do Norte e Santa Rita do Trivelato.

“Recebemos cerca de 2 mil toneladas de embalagens por ano, o que representa em média seis caminhões por dia. Com a expansão do cultivo do algodão na nossa região, a demanda por esse recebimento tende a crescer ainda mais. O município alcança quase 100% de adesão na devolução de todas as embalagens comercializadas.”, destacou, Rangel Portela, Coordenador da Central de Recebimentos da Fundação Rio Verde

Portela destaca que a transformação comportamental do setor agropecuário foi fundamental para eliminar práticas do passado, como a queima, o enterro de plásticos ou o descarte irregular próximo a recursos hídricos. A experiência do campo serve de exemplo para a coleta seletiva e a reciclagem nas áreas urbanas.

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