Polícia Federal vai investigar ataque contra vereadora em MG

Iara Pimentel foi ferida no rosto durante ato político em Montes Claros. O caso será investigado pela Polícia Federal, que recebeu o relato da parlamentar.

A Polícia Federal (PF) vai investigar a agressão contra a vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros, em Minas Gerais. A confirmação foi feita neste domingo (25) pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, após a parlamentar comparecer à delegacia da PF no município para registrar a ocorrência.

Segundo Rodrigues, a vereadora foi ouvida pelas autoridades e relatou as circunstâncias do ataque. O episódio aconteceu durante um ato político em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também do PT.

De acordo com o diretor-geral, há imagens que registram o momento em que um objeto foi arremessado contra o carro de som no qual Iara participava da manifestação. A vereadora acabou atingida no rosto.

Circunstâncias do ataque

Testemunhas relataram que o veículo de som, ocupado pela parlamentar e outras pessoas, foi alvo de garrafas, tijolos e outros objetos lançados por apoiadores de adversários políticos.

Após ser atingida, Iara recebeu atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela deixou o local com o rosto ensanguentado e foi encaminhada ao hospital, onde passou por exames, recebeu medicação e permaneceu em observação por algumas horas antes de receber alta.

Andrei Rodrigues classificou o caso como a ocorrência de maior gravidade entre os episódios registrados durante o segundo turno das eleições gerais.

Em manifestação pública, a vereadora afirmou que a violência política e de gênero, o ódio e a intolerância representam ameaças à democracia. Ela também defendeu uma investigação rigorosa e a responsabilização dos envolvidos.

Para Iara, agressões desse tipo não devem ser tratadas como situações normais. A parlamentar pediu que os ataques sejam investigados e que os responsáveis respondam pelos atos.

Balanço das ocorrências eleitorais

Um balanço preliminar do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontou 618 ocorrências relacionadas às eleições registradas até as 19h deste domingo (25), em todo o país.

Conforme os dados divulgados, pelo menos 57 pessoas foram presas em flagrante e outras 152 foram conduzidas. As autoridades também apreenderam R$ 1.897 em dinheiro, nove veículos e uma arma de fogo.

Entre os registros mais frequentes estavam a boca de urna, responsável por 13,3% das ocorrências, e a propaganda eleitoral irregular, com 11,3%. Outros casos envolveram crimes eleitorais diversos (7,6%), desordem (7,4%) e desobediência a determinações da Justiça Eleitoral (6,6%).

Minas Gerais lidera os registros

Minas Gerais concentrou o maior número de ocorrências eleitorais contabilizadas no levantamento, com 91 casos. Na sequência apareceram o Rio Grande do Sul, com 59 registros; Goiás, com 48; e Mato Grosso, com 42.

Os números apresentados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública são preliminares e abrangem diferentes tipos de ocorrências relacionadas ao processo eleitoral. A investigação sobre a agressão contra Iara Pimentel ficará a cargo da Polícia Federal.

Com informações da Agência Brasil.

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